quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A vida, o universo e tudo mais...




Bom... eu vou começar minha jornada aqui nesse blog já falando sobre religião (calma, não irei falar mal), e também outros assuntos interessantes (ou não, não é? rs).

Então, eu, particularmente, acho religião legal (sério) e algo necessário. Na mente humana, de acordo com o Dr. Michael Persinger (neurocientista, universidade laurentiana, ontario), existe uma base biológica no cérebro humano responsável pelo fenômeno de "experiência de Deus". Resumindo: ele acredita que Deus reside na mente humana. No entanto, o mesmo quer dizer que essa base no cérebro (que fica no lobo temporal direito) simula uma sensação de presença, que então, as pessoas deduziriam como sendo uma presença divina. Essa área estaria ali disposta justamente para essa atividade, e ele (o cientista) até conseguiu provar que realmente estimulando essa área, com anéis magnéticos envoltos em um capacete, criaria uma impressão de estar na companhia de outros seres (que caberá ao voluntário na experiência explicar se a sensação foi divina ou não).

No meu ponto de vista o cientista está meio certo. Ele estaria meio com razão no fato do cérebro ser preparado para a "experiência de Deus", porém, meio errado ao afirmar categoricamente que o próprio Deus habita a cabeça do povo (dando a entender que é só imaginação). Com base no "meio certo", eu acredito que a humanidade, de fato, tem a necessidade da sensação de crença e presença divina, o homem necessita da religião, não todos, mas muitos. É uma questão de seleção natural; uns vão nascer predispostos a se amparar em algo divino, e isso suprindo suas questões de vida e garantindo o bem estar; porém outros são predispostos a questionar a fé, o divino, questionar, inclusive, a razão da vida. Por que viver? Por que existe vida no universo? Por que existe universo? De onde veio? Para onde vai? Ops, calma... se você é um desses, continue lendo...

Logo então, nessa busca alucinada por respostas, encontra-se o homem cético. Eu talvez esteja entre um desses aí, mas também não descarto a existência de uma força maior que rege o universo e é o significado de tudo (é, acredito que as coisas tenham um significado, por mais que se mostrem ser o contrário). Creio que no começo de tudo, talvez numa visão pré-determinista, ora talvez possa ser codeterminista, por vez pode ser, simplesmente, o caos, quem sabe? O fato é que somos, no geral, primitivos demais para achar uma solução definitiva para os assuntos em questão, e "Deus" pode estar por aí, e não precisaria ser em um aspecto antropomórfico, não é?

O universo, como dizem, tem cerca de 13,5 bilhões de anos (Quase um adulto!), a terra, por sua vez, é uma filha caçula, com os seus 4,5 bilhões de anos (adolescente...). Em que as idades importarm? Ora, as idades mostram como a humanidade é uma fração minúscula desse tempo todo decorrido do início até aqui, algo em torno de 150 mil anos (Ops!), e as nossas coleguinhas indesejáveis, as baratas, contabilizam 300 milhões de anos de evolução (quem assistiu MIB 1? =P). Isso, colegas, a humanidade ainda está engatinhando! Mas isso pode ser o primeiro passo de um grande propósito na evolução e manutenção do universo. Tal propósito a humanidade seguiria instintivamente, céticos e crédulos andando de mãos dadas sem saber... (ownn..)

Eu gosto de pensar na teoria do Big-Bang como uma grande ejaculada no vácuo do que viria a se tornar o universo (Não sou um tarado! Olha lá, hein!). Mas costumo pensar assim; planetas sendo como "espermatozoides", estrelas "ovários", galáxias como úteros,  e as espécies de vida um indivíduo. Fico pensando:" somos filhos do universo", e de acordo com esse pensamento pode ser que não estejamos sós aqui, foram feitos outros mais de 10 bilhões de úteros (Galáxias. O telescópio "Hubble" conseguiu fotografá-las a Bilhões de anos-luz), trilhões de "ovários" (estrelas! E só na nossa galáxia chegam próximo dos 400 bilhões!!!), e um número absolutamente incalculável, inimaginável, inconcebível de "espermatozoides" (planetas! de tempos em tempos encontramos mais e mais exoplanetas semelhantes à terra). E a tal teoria do Big-Bang foi ideia de um físico belga chamado George Lemaître, e acreditem, ele era também um Padre Católico! (Por favor, perdoem-me pela ideia que tenho sobre a ideia dele! )    

Eu não gostaria de pensar que toda essa obra, perfeita, com o equilíbrio das forças, e tudo muito propício para haver vida, seja fruto do acaso! Toda espécie de vida na terra tem uma função em relação à mesma, e não poderia ser diferente no espaço. As espécies de vida inteligente (i want to believe!) devem ter um papel muito importante no universo e para o universo, talvez seja apenas cedo demais para esse propósito, até então, ainda desconhecido, mas pode estar dentro da cabeça do homem, no lugar onde o cientista lá em cima ironizou como sendo "miolo de pote"!


E vou finalizar com uma frase que pode dar um sentido melhor a essa ideia:
"A existência pode não fazer sentido para o homem, mas a humanidade fará sentido para a existência"



Abraços!


André Oliveira Gomes

2 comentários:

  1. Filosoficamente, Voltaire disse: "Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo". Ele diz isso alundindo à lógica de que, para o que os olhos podem ver, a humanidade tem a lei que possa assegurar e punir, mas para o que os olhos não podem ver, é necessário uma figura invisível que onipresente, onisciente e onipotente para reprimir no ser humano, a vontade de fazer o mal.

    Observem que Voltaire parte da premissa que deus (assim mesmo com letra minúscula daqui pra frente), existe de fato. Talvez ele tenha apenas querido se livrar dos olhares católicos, já que vivia em guerra retórica constante com a Igreja, ou talvez, ele realmente acreditasse em deus, enfim... não saberemos. Mas partindo dessa premissa, e já que falamos de lógica, poderia Voltaire está se amparando em Descartes, seu compatriota físico-filósofo.

    Para Descartes, a idéia de deus só poderia brotar no juízo humano, ou seja, porque ele de fato existe, já que pela lógica, não se pode pensar em algo que não pré-exista, e o próprio ideal humano que indifere de raça e cultura sobre a existência de uma inteligência maior, existe, porque ele existe, então parafraseando o próprio Descartes: Penso, logo existE!!!

    Quanto à criação de tudo, essa é uma das questões mais intrigantes da ciência na atualidade. O físico brasileiro Mário Novello, que apesar de não aparecer no Jô Soares, é bastante famoso e respeitado - doutor em física pela Universidade de Genebra e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF - é partidário da Teoria do Universo Eterno, ou Universo Permanente. Segundo ele, o Big Bang é história da carochinha, muito parecido com os mitos religiosos. Ele segue dizendo, que a Teoria do Big Bang foi amplamente difundida por dois motivos: o primeiro, porque era mais fácil para a publicações não científicas e populares, se apropriarem do tema e divulgarem; o segundo, porque os cientistas são preguiçosos, e acharam mais fácil colocar um ponto inicial em tudo, para não pensar sobre o antes. Em resumo ele diz que o universo sempre existiu, SEMPRE, e não teve um início, ele também fala que, desde a criação da teoria do Big Bang a comunidade científica ficou rachada entre os que acreditavam numa e noutra teoria, mas, por falta de espaço na mídia inundada com o Big Bang, nunca se conseguiu falar muito à respeito, coisa que tem mudado atualmente.

    Na boa... e se o universo sempre existiu? Apesar da dor de cabeça, acho mais estimulante imaginar que não houve exatamente um início.

    Enfim...
    São minhas parcas contribuições...
    Para ler mais sobre Mário Novello, começar por esta matéria, e depois aprofundar: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2010/04/24/fisico-brasileiro-contesta-a-teoria-do-big-bang-leia-trecho.jhtm

    ResponderExcluir
  2. E aí, Flavinho!

    Já ouvi também sobre essa teoria. Mas foi apenas de passagem. Vou seguir a sua indicação e aprofundar mais sobre essa outra teoria. Todas teorias são bem-vindas, e eu estou sempre com a cabeça aberta para lê-las e compreendê-las.

    Muito obrigado por sua contribuição! (=D)

    Grande abraço,


    André Oliveira

    ResponderExcluir