sábado, 30 de março de 2013


O que seria a felicidade? Cada dia vemos pessoas falando as mais variadas ideias e sonhos sobre o que é felicidade. Para alguns a felicidade é dinheiro, correm contra o tempo trabalhando, estudam freneticamente para conseguir um emprego, pagam cursos, trabalham 35 anos em média para depois ter descanso, jogam no bingo, jogam na loteria, apostam, roubam, e isso me lembra Weber criticando  o avarento Benjamin e suas dicas para multiplicá-lo. Em outro ponto vemos Thomas Jefferson citar na  Declaração da Independência Americana que todos tem o Direito à felicidade. E que felicidade seria essa? Liberdade?


Epicuro dizia que a felicidade é prejudicada pelo comércio, pelo apelo que esse meio faz às pessoas para que comprem os produtos para preencher, talvez, um vazio. Para ele, a busca reside na simplicidade, em uma vida simples, no suficiente para viver. Para o filósofo, era necessário apenas estar com os amigos o tempo inteiro, inclusive citando que nunca deve-se fazer uma refeição sem companhia, pois isso seria para cães e lobos. Ainda afirma que a pessoa pode ceder ao luxo em ocasiões especiais, mas enfatiza que não é necessário consumir desesperadamente para isso.


Vendo essa ideologia da simplicidade e observando os tempos modernos, vemos que a mídia influencia, de fato, uma falsa felicidade nas pessoas. Fazem ligações de bebida e amigos, ou de festas pomposas e carros velozes. Muita gente tenta buscar a felicidade no status, pois é assim que a sociedade aceita as pessoas, pelo que fazem, pelo que vestem, pelo que gostam, pela religião, pelo o que a maioria deseja ver. Caso você não vive de acordo com o ritmo do consumismo, sempre gastando mais para preencher vazios, você será cada vez mais considerado marginal, no sentido estrito daquele que fica à margem.


Em outro caso, algumas igrejas aderiram a esse espírito capitalista através da reforma protestante, e a burguesia viu aí um espaço atraente em âmbito religioso, no caso em questão, na Alemanha, onde burgueses tinham interesse em barganhar terras da Igreja Católica e conseguiram isso através da reforma. Isso já mencionado por Weber, e é o que temos hoje ainda, algumas igrejas com doutrinas que incitam a busca da prosperidade, uma visão totalmente distorcida do que é felicidade, onde traduz que felicidade é ter abundância em recursos, mais do que se necessita para viver, contrariando Epicuro, e ainda mais, contrariando o próprio mestre do cristianismo, Jesus, o qual tinha uma ideologia simplista onde era contra a usura, e, como já dito, foi com isso que surgiu no século XVI a igreja protestante, pois o cenário era mais complicado para a burguesia, e a Igreja tinha um poder e patrimônio gigantesco, e com uma nova doutrina, basilada no capitalismo e travestida no evangelho, fora criada uma ilusão através dos séculos de que a felicidade é individual e consiste na aquisição de bens em detrimento dos outros. 



Em uma sociedade cada vez mais doente, vemos os valores invertidos por questões culturais, ninguém questiona como suas ideologias surgiram, e na ânsia da busca da felicidade aceitam qualquer caminho, seja através das religiões, da mídia e das demais instituições com base no capital. Como disse Jefferson, todos tem direito à busca pela felicidade, mas porém, olvidou de mencionar, ou fazer notar, que poucos sabem do que se trata. No capitalismo, onde a felicidade se baseia no consumismo, a felicidade reside na pequena parcela do topo da pirâmide, e a maior parte corre freneticamente desde que dão o primeiro passo em uma escola, para tentar alcançar tal objetivo. Logo então, não existe a correta socialização da qualidade de vida, então não existe, no modelo atual, socialização da felicidade, a felicidade é uma linha tênue que só se faz real, para a maioria, fora desses sistemas individualistas. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Valor do voto consciente na realidade atual


 

Outro dia li no twitter um renomado jurista largar uma frase, com a devida venia, dizendo que o voto nulo é uma inconsciência. Li e refleti sobre assunto, já tinha visto outras pessoas argumentando sobre a valorização do voto, da participação política, do empenho em fazer parte da "história" e "mudanças" através da política na circunscrição onde habita, e até entendo, mas na forma de Voltaire. No entanto eu penso que tais argumentos desprezam vários pontos ideológicos acerca de votar nulo, independentemente de sua intenção, como simplesmente opinar (ou quem dera, "optar") pela não obrigatoriedade do voto (não só do comparecimento, já que nulo e branco são "votos" também). As pessoas devem ter seus motivos, a liberdade e o direito de não participar da política de sua cidade, Estado ou país.

    O Brasil é preenchido por uma população medíocre. Em outras palavras, maioria das pessoas que possuem o direito de participar do sufrágio são medianas ou até muito abaixo disso, mas, claro, isso é devido ao mecanismo exercido historicamente pelos políticos que é o de aversão à educação e formação intelectual desses habitantes com direito a voto. O que realmente quero dizer é que boa parte da população brasileira não sabe nem porque está votando, esses somente sabem que tem que ir lá e votar porque é, sim, uma obrigatoriedade, tanto o alistamento eleitoral quanto o voto (de acordo com o art. 14, §1º da CF, e art.6º do CE nos termos do arts. 42 a 51 da mesma, e o não cumprimento implica em multa prevista no art.7º do CE, nos termos do art.367 da mesma). Então, como fazer democracia em um território onde a maioria dos habitantes não possuem a própria vontade, nem o mínimo discernimento no que concerne ao universo intricado e corrupto da política nacional?

    Seguindo o raciocínio de que perto da totalidade dos eleitores brasileiros vão gerar votos sem ideologia devido a falta de educação, problema que não é culpa deles, mas sim dos políticos e do sistema eleitoral brasileiro (já que todos "pagam" para morar no Brasil, e pagam mais um pouco pela garantia de seus direitos como cidadão), então suponho que esses são os votos "inconscientes" os quais um jurista teceu o comentário mencionado no início. Ao menos assim deveria ser, pois são estes mesmos eleitores que votam com base no carisma que o candidato apresente, e ainda acredito que na verdade a população comum não expecta por políticos, e, sim, por super-heróis, para elas esses partidários são apenas personagens, e o qual agradar mais, então será o escolhido.

      Tente imaginar por esse ângulo: voltando no tempo e imaginando-se em uma sala de escola de ensino médio, numa classe com 40 alunos, 5 desses alunos são os nerds,  10 são pessoas que estão interessadas em passar de ano com boas notas, 15 são pessoas medianas, passam arrastando-se na média e mal sabem escrever ou ler, ou formular um texto ou dar uma opinião sobre qualquer tema, os outros 10 são pessoas abaixo dessa média (isso com base em uma escola pública). Uma média parecida pode, também, ser vista em uma classe de ensino superior (e olhe que maioria dos péssimos eleitores não possuem tal graduação), segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa, nas faculdades 34% dos estudantes possuem nível básico de escrita, e 4% mal conseguem se comunicar... é um péssimo índice(!).
     

     Agora entra o tal do voto que imagino que seja o voto consciente, que é a parte mínima da população, que teve educação, não a devida e merecida, mas a conquistada e disputada que temos por aqui, e que, além disso, que se interesse pela política, e saiba o significado desse termo perante toda a sociedade, mas, infelizmente, essa é a minoria da população. As verdadeiras pessoas que podem realmente fazer uma escolha justa de governantes estão em número muito pequeno, e a contagem desses votos é até injusta, porque de cara saberemos o resultado, vencerá o político mais carismático, escolhido pela parcela maior dos eleitores, não o de mais propostas e trabalhos, mas o de mais convencimento e persuasão.


   Diante deste cenário injusto, no que refere-se ao valor real do voto nas urnas, acredito que o voto nulo é uma espécie de saída até inteligente (nas urnas, até porque o problema para tornar a democracia funcional não será, de forma alguma, na realidade atual, resolvido nas urnas), e não falo em votar nulo para que 50% desses votos nulos computados deem início a um novo pleito eleitoral, tal coisa não existe, isso é um entendimento errôneo sobre o art.224 do Código Eleitoral, falo do voto nulo no sentido de poupar-se de gastar esforço votando de forma correta, porque se o voto da parcela consciente é menor, e todos eleitores, com algumas pequenas exceções, são obrigados a ir às urnas e votar, logo então o valor do voto da parcela menor não vale nada, e votar em alguém sabendo que seu voto não vale nada é, no mínimo, burrice(!). E não adianta ir contra isso diante das regras que regem o sufrágio, caso você seja um idealista e queira candidatar-se porque está revoltado com esse sistema, aconselho que seja bastante carismático, tenha bastante dinheiro e saiba persuadir gente sem instrução, seja uma espécie de salvador dos oprimidos, porque se depender do votos de pessoas conscientes, não logrará êxito algum...

    Uma saída para isso, acredito que seja através da não obrigatoriedade do voto, no que leva ao entendimento que só quem iria votar seriam aqueles que realmente o querem fazê-lo. Agora, então, imagino que a maioria das pessoas que não querem um envolvimento real com a política não iriam, nessas condições, comparecer às urnas, nem para votar em político, muito menos para votar nulo ou branco, só sairão de casas se lhes pagarem, ou outra conduta do gênero, coisa que é crime (art. 299 caput,  do CE, e art.41-A, da lei 9.504/97). Caso realize-se um plebiscito sobre conceder, ou não, direito a não obrigatoriedade do voto, seria aí o momento onde a maioria dos votos dos inconscientes se converteria em votos conscientes, pois a maioria iria votar a favor da não obrigatoriedade, pois se não entendem a política, pouco se lixam em fazer parte dela, direta ou indiretamente. Seria o momento em que a parcela maior, que vai por obrigação, iria com o maior gosto para as urnas com um largo sorriso no rosto para contemplar a realização da verdadeira democracia, que é a vontade do povo traduzida naqueles que realmente querem.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quem paga para ver, assiste o que não quer ver

Quando eu era muito criança, isso há uns 20 anos, em casa nós não tínhamos muitas opções de canais para ver. O que a gente poderia fazer seria simplesmente escolher entre 4 canais; Globo, e já passava Lagoa Azul nesse tempo; SBT, adorava assistir os desenhos matinais, Carrossel e o highlander Senior Abravanel, vulgo Silvio Santos, o qual apresentava um verdadeiro endurance durante os domingos ; Manchete, canal lendário, foi justamente esse que salvou a minha infância passando desenhos como Cavaleiros do Zodíaco, Shurato, Samurai Warriors, Yu Yu Hakusho, e dentre outros; por fim a BAND, canal que não lembro se passava algo interessante (pelo menos antes de Dragon Ball), geralmente esse canal se tornava interessante durante as madrugadas saturninas de sábado.

Caso existiam outros canais, eu não sei, minha TV disponibilizava somente esses 4, e com qualidade mais ou menos só a Globo! Ou seja, assistir TV era uma porcaria, a Globo nunca prestou, só escapava a turma do Mickey no finzinho da madrugada. Com tanta porcaria eu me resumia a ler um livro, ou então fazer algo mais "útil", que era ligar meu Master System II e jogar o primeiro RPG totalmente em Português e traduzido e distribuído no Brasil por uma fábrica brasileira, que só viemos ver algo parecido atualmente com as traduções de StarCraft e World Of Warcraft, e a televisão era de somente 14 polegadas, imagina isso...

Alguns anos mais tarde tive o contato com a TV, também aberta, via satélite, através do trambolho que se pendura e equilibra em cima da residência, o qual é chamado por aí de "antena parabólica". Aquilo ali te dá opções de assistir entre uns 30 canais de produções brasileiras independentes. Algo mudou? Mudou sim, agora os 4 canais que eu tinha antes eu conseguia assisti-los em uma melhor qualidade de imagem, e de brinde eu ganhei uns 20 canais inúteis! Canal do Boi, canal do tapete, canal do leilão de jóias, enfim, canais que você realmente não precisa pagar para vê-los, até porque você não quer ver nem de graça!

Depois de vários e vários anos tive contato com a TV por assinatura. Agora eu poderia assistir "o que eu quisesse", pelo menos tudo o que eu gosto de ver passa na TV por assinatura, como exemplo, documentários sobre civilizações antigas; tecnologia; notícias do mundo; seriados e eventualmente filmes, que inclusive tenho muito pouco tempo para ver, geralmente é antes de dormir, mas, mesmo assim é algo fantástico a grade de programação da TV por assinatura com centenas de canais com produtos de qualidade que são frutos de pesquisas para saber o que você (consumidor) quer pagar para ver, mesmo com a poluição dos canais Globosat, que tem muita coisa que muita gente gosta de pagar para ver, exemplo as lutas de MMA.

O problema é que em 2007 foi criado o PLC (Projeto de Lei da Câmara) 116/10, de autoria do Dep. Federal Paulo Bornhausen, que consequentemente veio a se tornar a norma jurídica 12.485 de 12 de setembro de 2011, que dispõe sobre a comunicação audiovisual. A controversa lei confere poderes a uma agência reguladora, que irá regular e fiscalizar o conteúdo do que se passa na TV por assinatura. E ainda se não bastasse, vai empurrar na sua goela abaixo cotas de canais. Isso mesmo, cotas para canais brasileiros e parte obrigatoriamente de produção brasileira. Tudo bem que tenha cotas para negros, baixa renda, índios, muito justo, pois a sociedade e os governos têm meio que uma dívida com essas pessoas, e é em prol da educação e do bem-estar social. Mas cotas para canais em TV por assinatura? Não é algo que eu queira pagar para ver...

A lei também estabelece que a cada 4 canais estrangeiro na sua grade, 1 tem que ser 100% brasuca. Acha pouco? Você vai achar engraçado quando o Discovery ou History passar 3h30 semanais de programas de produções brasileiras independentes no horário nobre, e a Ancine é quem vai decidir o que é horário nobre e também o que vai ser transmitido. Eu sou assinante de TV por assinatura porque quis ter o direito de escolha de fugir disso, de ter que assistir desfile de bois, ou tentar se entreter com tapetes ou qualquer coisa que você não precisa pagar para ver. Agora vou pagar para ver algo que é baseado na nacionalidade e não na qualidade, simplesmente porque os legisladores e agregados veem alguma oportunidade($) nisso(!).


Caso os produtores Brasileiros precisem de mais espaço; por que não abriram uns mil canais na TV aberta? Talvez seja porque não rola dinheiro. E a fistel vai criar um fomento para fiscalização e recolhimento de 10% da contribuição das operadoras de telecomunicação. O que vai gerar uns R$300 milhões  por ano para poder gastar com besteirol brasileiro e locupletar-se com o que vier a sobrar. Políticos não dão ponto sem nó...

Enquanto isso, você tem que engolir calado. O que era simples no início, onde era só para abrir espaço para o incentivo às produções brasileiras, agora se torna em um sistema de cotas, e todo conteúdo controlado por uma agência do governo, com intenções e obrigações não muito claras, e sabe-se lá com que propósito ou baseado em que critérios essas produções irão ao ar... "para que facilitar, se podemos complicar".

 Só falta agora você ligar a TV no Nat Geo e ver a imagem de um político sorridente propalando suas ideias para quem sonhou em ter uma TV livre de manipulação e controle político, para quem sonhou fugir da chatice e tédio, falta de opções e de qualidade da TV aberta. Para você que sonhou com toda essa liberdade... prepare-se para viver o pesadelo que será a sua TV paga.


André Oliveira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Curiosidades...



É natural de muitos seres serem, especialmente, curiosos. Alguns ditados dizem que a curiosidade pode matar, mas eu acredito em outros ditados em que a curiosidade nos leva ao conhecimento, mas pode ser, também, as duas alternativas, só descobriremos na prática (rsrssrs). O homem, particularmente, é o mais curioso, sempre cheio de questões, e também cheio de respostas. E o ponto chave que vou tentar buscar aqui é uma curiosidade, que acredito que muitos tenham, sobre a questão da vida extraterrestre. Tentarei dar meu ponto de vista sobre o tema de uma forma mais simples. Vamos lá...

                                                       

E tudo começou (como é de praxe) nos EUA, quando um aviador americano avistou uma formação de OVNIS (deixar claro aqui que OVNI é um acrônimo que significa objeto voador não identificado, com uso genérico) sobrevoando não muito longe de seu avião, isso em 1947. Mas, porém, historicamente esse não foi o primeiro avistamento, existem relatos mais antigos como os avistamento em Nuremberg em 1561, ou então o que ocorreu em julho de 1.881, dois filhos do príncipe de Gales navegaram ao longo da costa da Austrália quando avistaram juntamente com outras pessoas a bordo, algo que parecia um navio no espaço, plenamente iluminado. E ainda posso citar os antigos documentos indianos Samarangana e Sutradhara, compilações com mais de 3.000 mil anos, e que versavam sobre "naves" vindas do espaço. Houve também a "batalha de Los Angeles" em 1942, onde centenas de soldados usaram artilharia aérea contra um objeto até hoje desconhecido, e que não se sabe, exatamente, se esse objeto realmente existiu.


Um ponto interessante da casuística ufológica é a formação dos comumente conhecidos "Crop Circles", desenhos complexos feitos em plantações. Eu acredito que seja somente arte contemporânea (apesar que existe um antigo culto inglês sobre círculos em plantações, ligado ao misticismo). Porém, um desenho em particular intrigou muita gente, e era o desenho próximo ao observatório de Chilbolton, na inglaterra. O desenho foi uma resposta (não se sabe a origem, rsrs) a uma mensagem enviada pelo SETI (search for extraterrestrial intelligence) através do telescópios de Arecibo (Porto Rico), tratava-se de uma mensagem codificada em binário que pode ser vista aqui. Depois de um tempo, em 2001, a suposta resposta chega de forma digamos, artística, nas plantações próximo ao observatório de Chibolton, e a resposta era essa, e uma vista mais aproximada aqui. Outro crop circle interessante é o ocorrido também em Hampshire, inglaterra, em 2002, nesse também pode ser observado uma face de  80 por 120 metros e também um círculo com uma mensagem codificada em ascII, vejam a imagem aqui. A suposta mensagem espacial dizia o seguinte, "Cuidado os portadores de FALSOS presentes e suas promessas quebradas. Muita dor mas ainda há tempo. EELRIJUE. Existe BEM lá fora. Nos opomos  decepção. FECHANDO canal. (SINO SOM)." Sinistro, não?


 Uma das funções da Ufologia é a de tentar explicar um avistamento, por exemplo, você poderia ver uma luz retilínea no céu e achar que fosse um disco voador, mas com os dados certos um ufólogo pode facilmente identificar esse tipo de avistamento como um flare de um satélite, os satélites também refletem a luz do sol, e esses satélites que não são geoestacionários podem ser visto aqui da terra, tanto quanto uma estação espacial. Muita gente confunde que a ufologia existe para justificar um avistamento, mas na verdade existem muitos ufólogos sérios que pesquisam para dar a solução mais lógica possível, muitas vezes até desmistificando um eventual OVNI, como é o caso do Kentaro Mori, através do site Ceticismo Aberto, ou também o caso do Grupo INFA, ou do grupo GEO (que tem vasto material didático), ou também posso citar o CUB (o qual fui assessor). Alguns problemas da ufologia podem ser a falta de recursos e também que o conhecimento ufológico é bastante empírico. Muitos ufólogos, ou ufófilos, estão tentando desvendar os mistérios dos ovnis dentro de casa, outros buscam em atividades de campo, através de virgílias de observações dos céus, é realmente uma missão técnica, e posso até arriscar dizer que ufologia realmente é uma ciência.


Por outro lado também existem as pesquisas através dos governos. Algumas como o Blue Book (do governo americano), os arquivos liberados pelos países França, Inglaterra, Brasil e entre outros. Existe, inclusive, a lenda do caso Roswell, e como é de praxe (mais uma vez!) se tornou um termo genérico para todos os outros casos militares ao redor do planeta. Esses casos são: O Roswell da Inglaterra, onde três Sargentos da Marinha Americana avistaram, numa floresta próximo a uma base militar americana situada na inglaterra, um OVNI prateado e oval que estava pousado entre as árvores e que logo então disparou num piscar de olhos. Houve também casos como o suposto abatimento de um OVNI sobre uma base na Rússia chamada Kapustin Yar, onde o avião U-2 pilotado pelo Gary Powers foi, de fato, abatido. Há um caso do OVNI triangular da bélgica, que recentemente foi "desmascarado". Outro caso ocorreu em 1976 em Tehran no Irã, quando o irã era aliado dos EUA (antes da revolução iraniana e da subida do aiatolá Khomeini, que ocorreu em 79), com isso o irã faz fronteira com a Rússia e os EUA treinaram os iranianos com Phantoms F4 para garantir a soberania do espaço aéreo do irã. O piloto Parviz Jafari avistou um ovni que circundava seu F4 que estava em velocidade supersônica, e que depois disso voltou para dentro de um objeto maior e disparou para o espaço.


Porém, o caso mais especial de todos com certeza é o caso Brasileiro conhecido como Operação Prato. A Operação Prato foi uma missão da FAB comandada, na época, pelo Coronel Hollanda (que na data do evento era Capitão). Esse caso ocorreu em 1977 e durou 4 meses, durante esses 4 meses foram feitos várias fotos e vários filmes e rendeu um relatório de 2 mil páginas. O objetivo da missão era investigar os estranhos fatos que estavam acontecendo na Ilha de Colares, no Pará. O que os populares da pequena cidade diziam era que estavam sendo atacados por luzes vindas do céu, e que essas luzes supostamente sugavam o sangue das pessoas, ganhando, assim, o estranho apelido de chupa-chupa. O III COMAR enviou uma equipe de soldados especialistas em operações de selva, e também uma equipe de psicólogos, pilotos, especialistas, houve até participação (apaisana) de agentes do extinto SNI (que hoje em dia é a ABIN), além das testemunhas oculares da Ilha de Colares, houve posteriormente, no ano de 1999 quando o Coronel Hollanda foi a público falar sobre o caso, uma entrevista concedida ao pessoal da revista UFO (Gevaerd, Petit), mas 3 meses depois da entrevista o mesmo cometeu suicídio (parece até teoria da conspiração, hehe).
A entrevista com o Coronel Hollanda pode ser vista aqui.

Atualmente, com o avanço da tecnologia, todo munto está sujeito a ver mais e mais ovnis. E ainda assim boa parte dos homens não perderam a curiosidade, muitos, como o pessoal do SETI, continuam em busca da verdade (a verdade está lá fora, lembram?), caso a verdade seja muito dura e crua, não tem outra, corram para as colinas (rsrsrs), pois o universo é muito grande e muito velho, e as chances de estarmos sós são MATEMATICAMENTE remotas... Imagine que até hoje em dia estrelas nascem, isso indica que não necessariamente todas as supostas espécies do espaço evoluam na mesma escala de tempo, por exemplo, nós podemos ser os ETs de alguma outra civilização que ainda vai existir, então a chance de existir vida lá fora é imensa, a questão é, será que podem chegar até aqui no nosso planeta? Essa é a maior das curiosidades, curiosidade que fez o renomado Físico teórico Stephen Hawking surtar e alertar todo o planeta para não tentarem nenhum tipo de contato com supostos seres alienígenas, pois tendo como exemplo aqui na nossa terra, a civilização mais "evoluída" subjuga a inferior, e isso seria catastrófico para a nossa civilização. 

Mas para a infelicidade do Stephen o SETI está funcionando a todo vapor com super radiotelescópios, e usando uma espécie de processamento universal, dividindo tarefas com milhares de computadores domésticos espalhados pelo mundo ( e o Brasil está entre os maiores contribuidores), e o SETI está aí buscando a verdade, mesmo sabendo que pode ser fatal, é brincar com o desconhecido, mas... quem resiste a uma curiosidade? É natural do homem buscar por respostas, mas não é do homem aceitar que podemos ser uma espécie ainda primitiva em escala universal, e talvez seres tão evoluído a ponto de burlar as leis da física e chegar aqui nos nossos limites se sintam interessados por nossa gente. Existem teorias, inclusive, que afirmam que assim como os seres humanos não sabem diferenciar uma cabra de um bode, ou os que não sabem nem que o masculino de ovelha é carneiro (pode crer que há quem aposte que ovelha é duplo gênero, rsrs), os ETs não saberiam diferenciar seres humanos dos demais macacos, não que não soubessem, mas que não os interessasse saber, numa escala dessas o ser humano seria apenas um macaquinho "sabido" (rsrs). 

E isso, sim, é assustador, a gente mal conhece as leis da física, mal conhece o sistema solar. É similar a sensação dos antigos que imaginavam que a terra era plana e que não existia "vida" do outro lado do horizonte, e aí a vida vem e acaba com as espécies de vida presente. É a tradição humana, pilhar, escravizar, e colonizar. E um dia, talvez, devido ao crescimento inexorável da população, mesmo que aconteça paulatinamente, mas um dia haverá a necessidade tanto de espaço quanto de suprimentos. Um dos motivos de várias civilizações se expandirem e se digladiarem foi o expansionismo e a necessidade de suprimentos, comida, minérios, etc. Isso pode ser uma necessidade de um futuro distante da humanidade. Mas a humanidade, de forma prepotente, se classifica no topo, no ápice do domínios do conhecimento e tecnologia, é um mundo utópico. Com certeza é mais fácil fritar um ovo, levar as crianças à escola, do que tentar imaginar os reais mistérios do universo.


E então, a ufologia segue seu rumo, na busca de desvendar os mistérios, unindo esforços para esclarecer um assunto, talvez, de segurança nacional, e que OVNIS existem, mas os visitantes extraterrestres ainda são um mistério. Numa observação perfunctória, isso é questão de tempo para se descobrir. Entretanto, boa parte da população prefere não querer pensar nisso, e ovnis e ets são coisas surreais, o espaço é nosso e ninguém em nenhuma das bilhares de galáxias é mais evoluído e brilhante que a raça humana, e preferem ocultar-se nas sombras, não ter nenhuma curiosidade, e na ocasião, como dito antes, é aconselhável que se frite um ovo, ou melhor, levar as crianças ao colégio, ou quem sabe, assistir aquela novela que preenche a lacuna temporal que lhe venha a deixar-te divagar e se pegar pensando na hipótese de vida extraterrestre.

A ufologia é um assunto contemporâneo e ainda vai dar muito pano pra manga, é um assunto sério e muito curioso. A maioria dos cientistas aceitam a hipótese extraterrestre, e é algo muito evidente, devido, como disse antes, a imensidão do universo, e matematicamente a hipótese se torna bem provável. Então sempre que puder, olhe um pouco mais para o céu, preste atenção, temos um telhado fantástico, bem iluminado, realmente um belo presente, que sempre estamos desprezando devido a "evolução humana" que consiste sempre em transformar as pessoas em sedentários, e essas sempre que podem desprezam uma vista para o céu. Um exemplo, todos dias passam satélites nos céus, e aposto que das pessoas que vão ler esse texto poucas já viram um satélite cruzar os céus, é uma prova que ninguém está atento aos espetáculos que o céu pode oferecer, do avistamento de uma estrela cadente até um avistamento de algo totalmente insólito e fantástico. Fiquem atentos e se conseguirem alguma experiência legal vocês podem reportar para o pessoal do Grupo GEO no fórum do ORKUT nesse endereço aqui. SEJAM CURIOSOS. Ouçam os conselhos do ET Bilu (kkkkk) "Apenas busquem conhecimento!".

Fico por aqui, grande abraço!


André Oliveira











quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A vida, o universo e tudo mais...




Bom... eu vou começar minha jornada aqui nesse blog já falando sobre religião (calma, não irei falar mal), e também outros assuntos interessantes (ou não, não é? rs).

Então, eu, particularmente, acho religião legal (sério) e algo necessário. Na mente humana, de acordo com o Dr. Michael Persinger (neurocientista, universidade laurentiana, ontario), existe uma base biológica no cérebro humano responsável pelo fenômeno de "experiência de Deus". Resumindo: ele acredita que Deus reside na mente humana. No entanto, o mesmo quer dizer que essa base no cérebro (que fica no lobo temporal direito) simula uma sensação de presença, que então, as pessoas deduziriam como sendo uma presença divina. Essa área estaria ali disposta justamente para essa atividade, e ele (o cientista) até conseguiu provar que realmente estimulando essa área, com anéis magnéticos envoltos em um capacete, criaria uma impressão de estar na companhia de outros seres (que caberá ao voluntário na experiência explicar se a sensação foi divina ou não).

No meu ponto de vista o cientista está meio certo. Ele estaria meio com razão no fato do cérebro ser preparado para a "experiência de Deus", porém, meio errado ao afirmar categoricamente que o próprio Deus habita a cabeça do povo (dando a entender que é só imaginação). Com base no "meio certo", eu acredito que a humanidade, de fato, tem a necessidade da sensação de crença e presença divina, o homem necessita da religião, não todos, mas muitos. É uma questão de seleção natural; uns vão nascer predispostos a se amparar em algo divino, e isso suprindo suas questões de vida e garantindo o bem estar; porém outros são predispostos a questionar a fé, o divino, questionar, inclusive, a razão da vida. Por que viver? Por que existe vida no universo? Por que existe universo? De onde veio? Para onde vai? Ops, calma... se você é um desses, continue lendo...

Logo então, nessa busca alucinada por respostas, encontra-se o homem cético. Eu talvez esteja entre um desses aí, mas também não descarto a existência de uma força maior que rege o universo e é o significado de tudo (é, acredito que as coisas tenham um significado, por mais que se mostrem ser o contrário). Creio que no começo de tudo, talvez numa visão pré-determinista, ora talvez possa ser codeterminista, por vez pode ser, simplesmente, o caos, quem sabe? O fato é que somos, no geral, primitivos demais para achar uma solução definitiva para os assuntos em questão, e "Deus" pode estar por aí, e não precisaria ser em um aspecto antropomórfico, não é?

O universo, como dizem, tem cerca de 13,5 bilhões de anos (Quase um adulto!), a terra, por sua vez, é uma filha caçula, com os seus 4,5 bilhões de anos (adolescente...). Em que as idades importarm? Ora, as idades mostram como a humanidade é uma fração minúscula desse tempo todo decorrido do início até aqui, algo em torno de 150 mil anos (Ops!), e as nossas coleguinhas indesejáveis, as baratas, contabilizam 300 milhões de anos de evolução (quem assistiu MIB 1? =P). Isso, colegas, a humanidade ainda está engatinhando! Mas isso pode ser o primeiro passo de um grande propósito na evolução e manutenção do universo. Tal propósito a humanidade seguiria instintivamente, céticos e crédulos andando de mãos dadas sem saber... (ownn..)

Eu gosto de pensar na teoria do Big-Bang como uma grande ejaculada no vácuo do que viria a se tornar o universo (Não sou um tarado! Olha lá, hein!). Mas costumo pensar assim; planetas sendo como "espermatozoides", estrelas "ovários", galáxias como úteros,  e as espécies de vida um indivíduo. Fico pensando:" somos filhos do universo", e de acordo com esse pensamento pode ser que não estejamos sós aqui, foram feitos outros mais de 10 bilhões de úteros (Galáxias. O telescópio "Hubble" conseguiu fotografá-las a Bilhões de anos-luz), trilhões de "ovários" (estrelas! E só na nossa galáxia chegam próximo dos 400 bilhões!!!), e um número absolutamente incalculável, inimaginável, inconcebível de "espermatozoides" (planetas! de tempos em tempos encontramos mais e mais exoplanetas semelhantes à terra). E a tal teoria do Big-Bang foi ideia de um físico belga chamado George Lemaître, e acreditem, ele era também um Padre Católico! (Por favor, perdoem-me pela ideia que tenho sobre a ideia dele! )    

Eu não gostaria de pensar que toda essa obra, perfeita, com o equilíbrio das forças, e tudo muito propício para haver vida, seja fruto do acaso! Toda espécie de vida na terra tem uma função em relação à mesma, e não poderia ser diferente no espaço. As espécies de vida inteligente (i want to believe!) devem ter um papel muito importante no universo e para o universo, talvez seja apenas cedo demais para esse propósito, até então, ainda desconhecido, mas pode estar dentro da cabeça do homem, no lugar onde o cientista lá em cima ironizou como sendo "miolo de pote"!


E vou finalizar com uma frase que pode dar um sentido melhor a essa ideia:
"A existência pode não fazer sentido para o homem, mas a humanidade fará sentido para a existência"



Abraços!


André Oliveira Gomes